sábado, 6 de maio de 2017

INFORME - SESPA - SECRETARIA ESTADUAL DE SAÚDE PÚBLICA DO PARÁ

Vinculado à Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), o Conselho Estadual de Saúde (CES) acaba de iniciar os procedimentos para a realização da primeira Conferência Estadual de Saúde das Mulheres do Pará; da 12º Conferência Estadual de Saúde do Pará e da primeira Conferência de Vigilância em Saúde do Pará. Todos os eventos acontecerão ainda este ano, conforme sublinha o informe técnico que acaba de ser emitido pelo CES.
As conferências de saúde são espaços de reflexão e mobilização da sociedade brasileira, considerados essenciais para o aperfeiçoamento das políticas públicas voltadas ao setor. O espaço inclui a participação da diversidade da população, como os quilombolas, ribeirinhos, indígenas, comunidade LGBT e outros. Em geral, esses eventos são compostos por 25% de trabalhadores de saúde, 25% de prestadores de serviços e gestores e 50% de usuários.
Para tanto, as datas das conferências de 2017 já estão marcadas e os Conselhos Municipais de Saúde devem começar se mobilizar. A primeira Conferência Estadual de Saúde das Mulheres do Pará (1ª CESMu/PA) acontecerá no período nos dias 19 e 20 de junho. A 12ª Conferência Estadual de Saúde do Pará está marcada para os dias 17 e 18 de outubro deste ano e a 1ª Conferência Estadual de Vigilância em Saúde do Pará (1ª CEVS) /PA, nos dias 19 a 20 de outubro de 2017. Todos acontecerão em Belém e são esperados, para cada evento, cerca de 1.100 participantes.
Em seguida ocorrerão as Etapas Municipais, que precedem à etapa estadual, devendo acontecer até o dia 21 de maio de 2017, para a 1ª CESMu; e até 31 de agosto de 2017, para a 12ª CES/PA e para a 1ª CEVS/PA, respectivamente, as quais, além de discutir o temário central e seus eixos, deverão elaborar propostas para a etapa estadual e eleger delegados municipais a etapa estadual.A presidente do CES do Pará, Eunice Begot, esclarece que já foi dada a largada ao  processo organizativo das três Conferências Estaduais do Pará, conforme o que foi oficializado mediante a publicação no Diário Oficial Nº 33.323, de primeiro de março deste ano, da Resolução CES/PA nº 008, de 21/02/2017, que aprova a realização das Conferências Estaduais do Pará, e da Resolução CES/PA nº 009, de 21/02/2017, que constitui as comissões organizadoras e a estrutura organizativa dos certames.
“Para respaldar todo o certame estarão sendo publicados os Decretos de Convocação e os Regulamentos e os Regimentos Internos das Conferências Estaduais que nortearão o processo organizativo”, explica Eunice Begot.
Nos links a seguir, estão disponibilizados os informativos norteadores de cada certame para conhecimento.
Para mais informações, os interessados nos assuntos devem entrar em contato com a equipe técnica do Conselho Estadual de Saúde do Pará (CES/PA), situado na avenida Conselheiro Furtado, 1086. CEP: 66.025-150. Belém/Pará. Fone: (91) 3202.9602 e 3202.9603. E-mail: ces.para@yahoo.com.br
DO AMIGO EDY GOMES

terça-feira, 2 de maio de 2017

INFORME - REFORMA TRABALHISTA

O PROJETO DA REFORMA TRABALHISTA APROVADO PELA CÂMARA DOS DEPUTADOS NA SEMANA PASSADA CHEGOU AO SENADO. ATÉ O FINAL DO DIA DE HOJE 02/05/2017, GANHARÁ NÚMERO PARA ACOMPANHAMENTO NO SISTEMA DA ATIVIDADE LEGISLATIVA.

DO AMIGO EDY GOMES!

sexta-feira, 28 de abril de 2017

PROJETO DA REFORMA TRABALHISTA PREVÊ QUE O ADVOGADO DO EMPREGADO DEFINA ,JÁ NA PETIÇÃO INICIAL,EXATAMENTE QUANTO SEU CLIENTE QUER RECEBER......

Tida como uma das apostas do Executivo para superar a crise econômica atravessada pelo Brasil - em conjunto com o teto de gastos públicos (já aprovado), a terceirização do trabalho (já aprovada) e a reforma da Previdência (que ainda precisa ser votada na Câmara e no Senado) – a Câmara dos Deputados aprovou na quarta-feira (26) a reforma trabalhista (PL nº 6787/16), projeto de autoria do governo de Michel Temer.
A própria reforma trabalhista ainda está em trâmite, pois precisa passar por mais votações, incluindo o Senado. Ou seja, seu texto ainda pode mudar até que seja, enfim, sancionado pelo presidente.
O projeto tem um ponto central, que dificilmente será alterado: os termos acertados entre funcionários e patrões vão se sobrepor à lei escrita. Será a lógica do “acordado sobre o legislado”.
Se um conflito for levado à Justiça do Trabalho, o que valerá é o acordo entre empregador e empregado, e não o que determina a Consolidação das Leis de Trabalho.
Na prática, muitas regras rígidas poderão ser flexibilizadas durante os acordos. Há, no entanto, alguns limites a serem respeitados.
Em seu saite, o jornal Nexo responde algumas das principais questões a respeito da mudança. O texto é do jornalista Rafael Iandoli.
1. Por que o governo quer fazer uma reforma trabalhista?
O argumento oficial é que a CLT, criada em 1943 no governo de Getúlio Vargas, precisa ser modernizada. Para o governo, hoje a lei ela engessa o mercado de trabalho, dificulta a geração de empregos e, consequentemente, se transforma em uma barreira para a recuperação econômica.
O governo acredita que é positivo dar mais liberdade para o trabalhador definir seus próprios termos de trabalho com o patronato, e nega a possibilidade de que isso abra espaço para exploração. A tese governista é que “a flexibilização será positiva uma vez que, atualmente, a lei é muito detalhista e sobrecarrega a Justiça do Trabalho”.
O próprio presidente da República diz que “manter emprego é manter a arrecadação que o emprego dá ao poder público brasileiro”.
2. Por que há forte resistência das centrais sindicais?
Elas são contra a reforma, argumentando que a tese do governo de que a nova lei ajudaria na recuperação econômica não se sustenta, uma vez que não conseguirá criar novos postos de trabalho. O único resultado seria a precarização do que já existe.
Para a CUT, a negociação direta entre patrões e empregados, em um momento de recessão e desemprego, favorece o estabelecimento de regras exploratórias. Em resumo, a reforma praticamente acaba com a CLT.
Segundo o saite da CUT, “de uma forma geral o projeto tem como objetivo anular os direitos conquistados em mais de 70 anos de lutas sindicais e sociais no Brasil”. A CUT também lembra que “nem o regime militar, que instalou no país um modelo de acumulação de capital extraordinário ousou tanto”.
3. O que acontece com a jornada dos trabalhadores?
Carga horária - Na lei antiga, a jornada de trabalho é limitada hoje a 8 horas diárias. A CLT autoriza um limite de até 10 horas diárias (8 horas com acréscimo de até 2 horas extras) em casos de acordo, mas deve-se respeitar o limite semanal de 44 horas. Caso a reforma passe como está, o tema poderá ser negociado dentro dos seguintes termos: limite diário de 12 horas, semanal de 48 horas (sendo 4 horas extras), e fica estabelecido o limite mensal de 220 horas.
Caso um funcionário trabalhe 12 horas seguidas, tem direito a 36 horas seguidas de descanso.
Deslocamento
A CLT também prevê - nos casos em que o empregador fornece transporte em razão do difícil acesso ao local de trabalho – que o tempo gasto nesse deslocamento é contado como jornada diária do trabalhador. Isso deixará de existir com a aprovação final da reforma.
Descanso
O empregado que trabalha mais de 6 horas por dia tem direito a no mínimo 1 hora de descanso para se alimentar ou repousar. Isso poderá, com as novas regras, ser objeto de acordo, com um mínimo de 30 minutos – nesse caso, o trabalhador pode ir para casa 30 minutos mais cedo.
Banco de horas
Os termos do banco de horas poderão, com a reforma, ser negociados individualmente, com um prazo máximo de seis meses para compensar o excesso de horas trabalhadas. Hoje, o acordo deve ser coletivo, com um prazo máximo de um ano para compensação. Caso o prazo seja excedido, a lei permanece igual: compensação em dinheiro com acréscimo de 50%.
4. O que acontecerá com o 13º salário?
A lei permanece a mesma. O trabalhador tem direito a receber um salário adicional por ano, podendo ser parcelado em duas vezes: uma parcela quitada até no máximo 30 de novembro e a segunda, 20 de dezembro. A nova lei estabelece que o 13º não pode ser objeto de acordo.
5. O que acontece com as férias?
A lei em vigor prevê que as férias anuais de 30 dias podem ser divididas em no máximo duas vezes, que não podem ter período inferior a 10 dias. A proposta autoriza parcelar em até três vezes, sendo que um dos períodos de descanso deve ter no mínimo 15 dias; nenhum pode ser inferior a 5 dias.
6. O que acontecerá com o FGTS?
O Fundo de Garantia também não poderá ser objeto de acordo; o que pode ser acordado é o acesso ao fundo. Hoje, se o empregado se demite, ele não tem direito a saque. Se é demitido sem justa causa, pode sacar o FGTS integralmente, com multa de 40% para o empregador. O projeto abre a possibilidade da “demissão em comum acordo”. Nesse caso, a multa do FGTS paga pelo empregador cai para 20%, e o trabalhador passa a poder sacar 80% do fundo – mas para isso teria que abrir mão do seguro-desemprego.
7. O que acontecerá com os contratos temporários?
A lei da terceirização, que já está valendo, estabeleceu um prazo máximo de 180 dias, prorrogáveis por mais 90 – totalizando no máximo 270 dias – para os contratos temporários. A reforma trabalhista estabelece um novo limite para o contrato temporário de 120 dias, que pode ser prorrogado pelo dobro do contrato inicial – totalizando 240 dias.
8. O que acontecerá com o trabalho em tempo parcial?
Os contratos de trabalho em tempo parcial tinham limite de 25 horas semanais. A reforma eleva esse limite para 30 horas semanais, ou 26 horas com a possibilidade de mais 6 horas extras – totalizando 32 horas semanais. Isso faz com que o novo limite de trabalho parcial (32 horas) seja menor que o antigo limite de contratos integrais (44 horas) em 27%, e em 37% quando comparado ao novo limite (48 horas).
9. O que acontecerá com quem faz “home office”?
Com a reforma, a atividade passa a ser regulamentada e sujeita a contrato individual. Hoje não é. O reembolso de equipamentos e infraestrutura (compra de computador, internet e energia utilizada pelo trabalhador, por exemplo) devem ser negociados entre funcionário e patrão. O patrão também poderá decidir alterar o regime de “home office” para presencial, devendo avisar o funcionário com 15 dias de antecedência. Precauções contra doenças e acidentes de trabalho serão responsabilidade do empregado, cabendo ao patrão “instruir os empregados, de maneira expressa e ostensiva” sobre o tema.
10. Como ficam as ações na Justiça do Trabalho?
Atualmente, o trabalhador pode faltar a até três audiências na Justiça do Trabalho e não é obrigado a arcar com os custos do processo caso perca a ação - cobertos pelo poder público. O projeto do governo exige o comparecimento a todas as audiências (salvo se a falta for justificável) e o pagamento das custas do processo pelo trabalhador se ele perder – a menos que comprove não ter recursos suficientes. Além disso, o projeto prevê que o advogado do empregado que recorrer à Justiça defina, previamente, exatamente quanto quer receber com a ação trabalhista. Caso o juiz julgue má-fé de alguma das partes, ela poderá ser punida com uma multa que vai de 1% a 10% do valor da causa.
11 – Vai acabar o imposto sindical?

A reforma trabalhista também acaba com a obrigatoriedade do imposto sindical. Atualmente, um dia do ano do salário do trabalhador vai oficialmente para entidades sindicais. O projeto que passou na Câmara elimina a obrigatoriedade. Os parlamentares, porém, ainda querem aprovar emendas que garantam uma transição para a extinção da contribuição, para que ela deixe de ser obrigatória de forma gradual.
DO AMIGO EDY GOMES!

quinta-feira, 27 de abril de 2017

STF DECIDE QUE PODER PÚBLICO DEVE CORTAR SALÁRIOS DE SERVIDORES GREVISTAS.


O plenário do STF decidiu nesta quinta-feira, 27, que é devido o desconto nos vencimentos dos servidores públicos em decorrência de dias não trabalhados por adesão a greve. A decisão se deu por maioria apertada, 6 x 4, em julgamento de recurso com repercussão geral.
Também por maioria foi fixada a seguinte tese:
“A administração pública deve proceder ao desconto dos dias de paralisação decorrentes do exercício do direito de greve pelos servidores públicos, em virtude da suspensão do vínculo funcional que dela decorre, permitida a compensação em caso de acordo. O desconto será, contudo, incabível se ficar demonstrado que a greve foi provocada por conduta ilícita do próprio poder público.”
Aplicação analógica
A sessão de hoje começou com voto-vista do ministro Luís Roberto Barroso, que acompanhou o relator, ministro Dias Toffoli, para dar provimento em parte ao recurso. Confira o resumo do voto do ministro Barroso. Barroso lembrou em seu voto que, em julgamento de mandado de injunção, a Corte fixou que, devido à ausência de lei que regulamente a greve em âmbito público, deve-se aplicar, por analogia, a lei 7.783/89, que dispõe sobre o exercício do direito de greve. A norma prevê a participação em greve suspende o contrato de trabalho, portanto, autoriza o corte de ponto pelos dias parados. Para o ministro, por analogia e considerando a decisão do Supremo, a regra deve ser aplicada aos servidores públicos. “O administrador público não apenas pode, mas tem o dever de cortar o ponto. O corte de ponto é necessário para a adequada distribuição do ônus inerentes à paralisação.”O ministro Barroso ponderou ainda que esse entendimento não viola, “em absoluto”, o direito de greve, mas que é preciso “desestimular greves prolongadas no serviço público”.
“A certeza do corte de ponto em prejuízo do servidor de um lado, e a possibilidade de suspensão de parte do corte de ponto em desfavor do poder público de outro, oneram ambos os polos da relação e criam estímulos para a celebração de acordo que ponha fim a greve de forma célere, e no interesse da população.”
Ao final de seu voto, finalizou ainda “ainda pela possibilidade de implementação pelo tribunal competente de decisão intermediaria – na linha do que já decidiu o TST – que determine o corte parcial e/ou a compensação parcial em caso de greve de longa duração em que haja indícios de que o próprio poder público (1) esteja se recusando a negociar com os servidores; (2) seja recalcitrante na busca efetiva de acordo ou (3) pareça beneficiar-se por qualquer razão da paralisação”. O ministro Teori Zavascki também seguiu esse entendimento, lembrando ainda que tem caráter normativo a decisão da Corte, que determinou a aplicação da lei 7.783/89 ao serviço público, uma vez que ser deu em mandado de injunção. Por isso, defendeu que “a decisão do mandado de injunção tem que ser observada. Não tem nenhum sentido nós mudarmos isso”. Em seu voto, o ministro Gilmar Mendes levantou a questão de quem subsidia a greve dos servidores públicos. Para ele, é a sociedade. Por isso, entende deve deve-se adotar a mesma regra do setor privado. No mesmo sentido, o ministro Luiz Fux ponderou: “A greve é um direito constitucionalmente assegurado, mas que revela um fator social de natureza grave. Ou seja, não é uma via de mão única que afeta somente o poder público. Quem banca a greve é o contribuinte.” O ministro lembrou ainda que há no Congresso um projeto de lei em tramitação que prevê o corte de ponto do servidor público. “Como estamos antevendo um momento muito difícil, essa solução do STF é a melhor solução e que está de acordo com o PL.” Última a votar, a ministra Cármen Lúcia considerou não só o custo financeiro da greve, mas o custo social e o custo de vida que, no seu entendimento, “se faz com aquele que nada tem a ver” com a paralisação.
Adequações
A ministra Rosa Weber foi a primeira na sessão de hoje a acompanhar a divergência aberta pelo ministro Edson Fachin, pelo não provimento do recurso. A ministra considerou que a decisão do STF no mandado de injunção previu a aplicação da lei 7.783/89, com as devidas adequações.
Para ela, diferentemente do trabalhador do setor privado, o servidor público não tem a possibilidade de negociação coletiva e, portanto, não pode sofrer o corte de ponto quando exercer seu direito de greve. “A suspensão do pagamento dos servidores grevistas exige ordem judicial que assente a ilegalidade do movimento.” Também votou nesse sentido o ministro Marco Aurélio, ressaltando o art.  da lei 7.783/89. O dispositivo prevê a suspensão do contrato de trabalho, mas estabelece que as relações obrigacionais, durante o período, devem ser regidas pelo acordo, convenção, laudo arbitral ou decisão da Justiça do Trabalho. O ministro considerou ainda que, sem o subsídio, “o trabalhador em geral não tem folego econômico financeiro para manter a greve”. Já o ministro Ricardo Lewandowski ressaltou que “não há nenhum comando que obriga o Estado a fazer o desconto no momento em que for deflagrada a greve”. Assim, não havendo norma, entende que não se pode estabelecer o corte. Por isso, entende que “essa relação deve ser submetida ao Poder Judiciário”.

DO AMIGO EDY GOMES!

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

SEGURANÇA DO TRABALHO: NR `s. O QUE SÃO? A QUEM SE APLICA?

As NR`s são Normas Regulamentadoras em Saúde e Segurança no Trabalho (SST), conjunto de disposições e procedimentos técnicos em determinada atividade ou função. Têm por finalidade instruir empregados e empregadores a fim de prevenir acidentes de trabalho e doenças ocupacionais, bem como promover a cultura da segurança no ambiente do trabalho. Sua elaboração é de responsabilidade do Ministério do Trabalho, sendo construídas e aprovadas por comissão tripartite paritária, composta por representantes dos trabalhadores, governo e empresários. Para consultá-las a recomendação é que sempre se vá à fonte, o site do Ministério do Trabalho. As NR`s costumam sofrer atualizações, a consulta fora do site pode levar a uma informação não atualizada, podendo levar trabalhadores e empregadores a cometerem erros ao adotar procedimentos de SST desatualizados. No meio jurídico não há consenso se a aplicação das NR`s abrangem trabalhadores não celetistas, muitos estados e municípios aprovam leis especificas com suas próprias normas de SST. A exemplo do estado do Espírito Santo que por Decreto e Portaria regulamentou o direito ao Adicional de Insalubridade aos servidores estaduais, mas que não regulamentou o Adicional de Periculosidade, e muitas outras questões de SST que estão previstas nas NR`s. Atendendo a demanda de filiados, o Sindsaúde move hoje ação contra o Estado para a concessão do Adicional de Periculosidade. Certo é, conforme princípios constitucionais, que todo trabalhador tem o direito a um ambiente de trabalho seguro. E que não é pela falta dos estados, municípios e mesmo a união, na regulamentação de normas de saúde e segurança, que seus servidores não terão o direito a um ambiente de trabalho seguro. Nesse sentido muitas decisões judiciais, na ausência de normas especificas aos servidores públicos, aceitam as NR`s como normas a serem seguidas no setor público.

Origens das NR's

Para debatermos as origens das NR`s devemos nos voltar a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), publicada como decreto-lei por Getúlio Vargas em 1943, já com uma série de direitos e garantias a SST. No que tange a SST, a CLT sofreu grandes alterações em 1967 e 1977, e outras mais ao longo do tempo, tais como: Em 1989 com inclusão de medidas preventivas em Medicina do Trabalho; Em 2012 com atividades perigosas, trabalhos com inflamáveis, explosivos, energia elétrica e segurança patrimonial e pessoal; Em 2014 com a inclusão de atividade perigosa no trabalho em motocicleta; Em 2015 com o exame toxicológico para motoristas profissionais. Também ocorreram alterações no art. 200 da CLT, que originalmente dizia: "As escadas que tenham de ser utilizadas pelos trabalhadores deverão ser, sempre que possível, em lances retos e seus degraus suficientemente largos para facilitar a sua utilização cômoda e segura". Em 1967 um novo decreto-lei cria nova redação para o art. 200, com avanços para a saúde e segurança dos trabalhadores, para além de escadas seguras! Mas ainda muito aquém da regulamentação e normatização necessária a promoção da SST. Em 1977 por meio da lei 6.514, o art. 200 da CLT recebe sua redação atual, atribuindo ao Ministério do Trabalho estabelecer "disposições complementares" as normas da segurança e da medicina do trabalho contidas na CLT, o que viriam a ser as nossas NR`s. No ano seguinte, 1978, usando da nova redação do art. 200 o Ministério do Trabalho publica a portaria nº 3.214, que resolve aprovar as Normas Regulamentadoras, nossas NR`s! 

Originalmente foram criadas 27 NR`s, que foram:

NR 01 - Disposições Gerais
NR 02 - Inspeção Prévia
NR 03 - Embargo ou Interdição
NR 04 - Serviços Especializados em Eng. de Segurança e em Medicina do Trabalho
NR 05 - Comissão Interna de Prevenção de Acidentes
NR 06 - Equipamentos de Proteção Individual - EPI
NR 07 - Programas de Controle Médico de Saúde Ocupacional
NR 08 - Edificações
NR 09 - Programas de Prevenção de Riscos Ambientais
NR 10 - Segurança em Instalações e Serviços em Eletricidade
NR 11 - Transporte, Movimentação, Armazenagem e Manuseio de Materiais
NR 12 - Máquinas e Equipamentos
NR 13 - Caldeiras e Vasos de Pressão
NR 14 - Fornos
NR 15 - Atividades e Operações Insalubres
NR 16 - Atividades e Operações Perigosas
NR 17 - Ergonomia
NR 18 - Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção
NR 19 - Explosivos
NR 20 - Líquidos Combustíveis e Inflamáveis
NR 21 - Trabalho a Céu Aberto
NR 22 - Segurança e Saúde Ocupacional na Mineração
NR 23 - Proteção Contra Incêndios
NR 24 - Condições Sanitárias e de Conforto nos Locais de Trabalho
NR 25 - Resíduos Industriais
NR 26 - Sinalização de Segurança
NR 27 - Registro Profissional do Técnico de Segurança do Trabalho no MTB (Revogada pela Portaria GM n.º 262/2008)


Posteriormente a publicação da portaria 3.214 em 1978, outras 9 NR`s foram criadas, com se segue:

NR 28 - Fiscalização e Penalidades
NR 29 - Segurança e Saúde no Trabalho Portuário
NR 30 - Segurança e Saúde no Trabalho Aquaviário
NR 31 - Segurança e Saúde no Trabalho na Agricultura, Pecuária Silvicultura, Exploração Florestal e Aquicultura
NR 32 - Segurança e Saúde no Trabalho em Estabelecimentos de Saúde
NR 33 - Segurança e Saúde no Trabalho em Espaços Confinados
NR 34 - Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção e Reparação Naval
NR 35 - Trabalho em Altura  
NR 36 - Segurança e Saúde no Trabalho em Empresas de Abate e Processamento de Carnes e Derivados


Todas as 36 NR´s já sofreram algum tipo de atualização desde sua publicação, algumas na casa das dezenas, por isso a importância de sempre realizar as consultas diretamente no site do MTE, para que se evite em incorrer em erros nos procedimentos de SST.

DO AMIGO EDY GOMES!

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

NESSE CARNAVAL EM MUANÁ VENHA PARA O TIME BS E CIA 2017.


É isso ai pessoal, já estamos preparados para o Carnaval 2017 em MUANÁ-PÁ! Adquira nossos abadas na Maloca BS! Venha conosco e faça parte do time BS e CIA 2017, que será palco de um baile que resgatará a magia dos carnavais tradicionais, com direito a confetes, serpentinas e as famosas marchinhas.  Não fique de fora, venha e participe.
Não esquecendo nessa sexta – feira dia 24 de fevereiro na sede do Engenho o grande baile de mascaras e fantasias com direito a premiação da melhor fantasia, portanto não fique de fora venha curtir no que há de melhor no carnaval no Município de Muaná.

INFORMAÇÕES E VENDAS: MALOCA BS
991443452 / 993047708 / 993511353

AGRADECE TODA A EQUIPE.




DO AMIGO EDY GOMES!

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

TRANSPLANTE RENAL E SEU PROCESSO!





O que acontece se nenhum dos membros da família for compatível?
Se você não tem doador entre os membros da sua família, será colocado na lista de espera de rim de doador cadáver.

O que é provada cruzada ou "cross-match"?
É o exame em que se mistura o sangue do receptor e do doador para ver se há possibilidade de rejeição nas primeiras horas pós-transplante. Se for positivo, o transplante não será realizado, pois a chance de rejeição é de quase 100%.

O que significa rejeição?
Rejeição é o termo usado para descrever a reação do corpo ao novo rim. Algum grau de rejeição é esperado, a maioria dos pacientes a terá durante a primeira ou segunda semana após o transplante. Existem várias maneiras de tratar a rejeição e na maioria das vezes será curada.

Como saberei que estou rejeitando meu rim ?
Você deve estar alerta para a possibilidade de rejeição e prontamente comunicar à equipe de transplante se observar qualquer sinal ou sintoma, listados abaixo:
  • Dor ou inchaço sob seu rim transplantado;
  • Febre acima de 37 graus;
  • Diminuição da urina;
  • Rápido e grande ganho de peso;
  • Inchaço de pálpebras, mãos e pés;
  • Dor ao urinar;
  • Urina fétida ou sanguinolenta;
  • Aumento na pressão sanguínea com uma mínima maior que 10;
  • Tosse ou falta de ar;
  • Perda da sensação de bem estar. 
O nefrologista então avaliará se existe ou não processo de rejeição acontecendo, pois estes sinais e sintomas também podem ter outras causas além da rejeição.
Obs.: Qualquer outra alteração também deverá ser comunicada ao médico.
Ficarei com restição de líquidos após meu tratamento ?
A maioria dos pacientes é capaz de beber tanto líquido quanto quiser após o transplante. No entanto, se sua pressão sanguínea está elevada e você retiver líquido (edema), necessitando de diurético, poderá ser orientado a restringir líquidos. Se uma restrição for orientada, você saberá exatamente qual será a limitação.
Terei restições de alimento após meu transplante ?
Desde que cada indivíduo é único, os requerimentos nutricionais variarão. No entanto há restrições dietéticas, sendo freqüentemente temporárias. Muitas delas estão relacionadas à quantidade de Prednisona que você está recebendo. Se ocorre retenção de sódio e líquido, o conteúdo de sua dieta será restringido. A ingestão de potássio na dieta será controlada se os níveis estiverem elevados (consulte um nutricionista).
Como saberei se posso doar um rim ?
Você  fará uma consulta médica e depois, em etapas, grande série de exames de sangue, urina, radiológico e eletrocardiograma para comprovar que seus rins e demais órgãos estão perfeitos. Caso um ou mais exames deram alterados, será avisado e encaminhado para o tratamento adequado. Se não puder doar, também será comunicado.
Quais são os riscos da doação ?
A cirurgia é feita coma anestesia  geral e esse é risco da cirurgia. Para que seja o menor possível é feita toda uma avaliação clínica do doador. Especialmente a cirurgia do doador é feita com muito cuidado, já que o mesmo não está doente e apenas pratica um ato de amor.
Levarei vida normal com um rim apenas ?
Algumas pessoas nascem com apenas um rim e nunca ficam sabendo disso, exceto se fizerem algum exame ocasional e descobrirem o fato. Um rim faz o trabalho de dois e a vida da pessoa será normal em qualquer profissão ou na família.
E se o rim que fica perder a função ?
Caso sofra de cálculo renal não poderá ser doador, pois existe a possibilidade de que tenha cálculo de novo. As outras doenças que ocasionam paralisia dos rins, atingem os dois rins, tanto faz ter um ou dois.
Uma pessoa que retirou um dos rins pode ser considerada incapacitada e ter alguma vantagem com PNE (Portador de Necessidade Especial)?
Não é uma condição incapacitante que exclua de uma vida normal. Um rim supre normalmente a função de dois e a agenesia renal unilateral é uma condição comum e são descobertas muitas vezes por acaso. Mesmo nos casos de câncer renal, os operados não tem nenhum direito extra, por terem um segundo rim com função normal. Apenas na Insuficiência Renal Crônica pode-se pleitear alguns benefícios por incapacidade, esta completamente justificada.
Se assim fosse, todos os doadores de transplante seriam PNE mas paradoxalmente são pessoas extremamente sadias, tanto que puderam se privar de um rim em benefício um semelhante.
É verdade que o transplante renal não é recomendado para maiores de 70 anos?
O transplante renal é recomendado numa faixa etária com expectativa de vida de mais de 10 anos em função da complexidade e gravidade do tratamento, isto é, o organismo aos 70 anos não suporta uma grande intervenção cirúrgica como é o transplante. Existem doenças degenerativas associadas sejam, cerebrais, cardiovasculares ou sistêmicas (diabetes) que o contra-indicam após esta faixa etária. Ainda, o resultado de um transplante, não é certo e líquido, pois podem ocorrer complicações inerentes ao corpo estranho (rim implantado) e uso de medicações imunossupressoras muito agressivas.
Não é impossível que exista um indivíduo que aos 70 anos tenha uma capacidade física de 60 anos, mas improvável, ainda mais no renal crônico.
Em relação ao doador, nesta idade não haverá regeneração do parênquima renal, sobrecarregando o rim remanescente e criando situações clínicas como um novo renal crônico, hipertenso, etc.
Restaria a critério do nefrologista, um implante de doador-cadáver, ainda com ressalvas pela idade

DO AMIGO EDY GOMES!

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

HIGIENE BUCAL - COMO CUIDAR DOS DENTES DOS PEQUENOS.


Ensinar bons hábitos de higiene bucal para seus filhos é uma das melhores lições de saúde que você pode ensinar a eles. Isto significa ajudá-los a escovar os dentes no mínimo três vezes ao dia, mostrar a maneira certa de usar o fio dental, incentivá-los a comer pouco entre as refeições e sempre ir ao dentista.
A maioria dos dentistas recomenda que as crianças devam começar a ir ao dentista com dois anos de idade. Isto dá ao profissional a oportunidade de acompanhar o crescimento e o desenvolvimento dos dentes do seu filho e, além disso, você pode aprender vários tópicos, como os dentes se desenvolvem, a importância do flúor, como ajudar seu filho a cuidar bem dos dentes, como lidar com o uso da chupeta, sobre a alimentação e como prevenir ferimentos na boca.
Nunca deixe de dizer que é bom ir ao dentista. Explique a seu filho que uma consulta com o profissional ajuda manter a boa higiene bucal. Ao transmitir uma atitude positiva, você estimulará o seu filho a ir ao dentista regularmente.
O que devo fazer quando os dentes do meu filho começarem a nascer
Os dentes começam a nascer quando o bebê tem seis meses de idade e continuam a erupcionar até o terceiro ano de idade. Isto faz com que muitas crianças tenham gengivas mais sensíveis e irritáveis nesta época. Pode-se massagear a gengiva usando o dedo, uma colher fria ou um mordedor que foi colocado na geladeira. Também há a possibilidade do uso de gel e medicamentos contra a dor no período em que os dentes estão aparecendo. Fale com seu dentista ou pediatra sobre estes medicamentos. Se seu filho estiver com febre durante o aparecimento da dentição, o melhor é avisar seu médico para garantir que a febre não esteja relacionada com outro problema.
Qual é a maneira certa de escovar os dentes do meu filho pequeno
Primeiramente é importante estar ao lado de seu filho no momento da escovação até ele atingir a idade de seis anos. Siga as indicações abaixo:

- Use uma pequena quantidade de creme dental com flúor. Não deixe seu filho engolir o creme.
- Use uma escova macia. Primeiro limpe as superfícies internas dos dentes, onde o acúmulo de placa é maior. As cerdas da escova devem estar em um ângulo de 45 graus em relação à gengiva. Escove suavemente para frente e para trás.
- Escove todas as superfícies dos dentes voltadas para a bochecha. As cerdas da escova devem estar em um ângulo de 45 graus em relação à gengiva. Escove suavemente para frente e para trás.
- Escove a superfície de mastigação dos dentes, para frente e para trás.
Chupar o dedo faz mal? Como posso evitar isto?
O reflexo de sugar é normal e saudável nos bebês. Mas, o hábito de chupar o dedo pode causar problemas de desenvolvimento da boca e do queixo, e afetar a posição dos dentes, principalmente se continuar depois que os dentes permanentes tiverem nascido. O resultado disso pode ser dentes anteriores que nascem inclinados para fora, ou mordida aberta. Isto pode causar problemas na vida adulta, como, por exemplo, dentes que se desgastam rapidamente, maior número de cáries e desconforto ao mastigar. As chupetas também podem causar danos parecidos, se usadas após a erupção dos dentes permanentes.
A melhor maneira de tratar o hábito de chupar o dedo é com estímulos positivos, não de palavras e comportamentos negativos. Para seu filho, o hábito de chupar o dedo é uma coisa natural. Elogie seu filho quando não estiver chupando os dedos. Talvez seja preciso resolver o problema de ansiedade que leva seu filho a ter este hábito. Você pode conscientizar seu filho que ele tem este hábito, colocando um esparadrapo no dedo que ele chupa ou uma meia em sua mão à noite. Seu dentista ou pediatra pode receitar um medicamento com sabor amargo para passar no dedo o que leva a criança a perder este hábito com mais facilidade.


DO AMIGO EDY!