terça-feira, 9 de janeiro de 2018

GESTÃO FINANCEIRA DO SUS. VOCÊ SABE COMO FUNCIONA O SISTEMA?

Como Secretário de Saúde, uma esfera em específico exigirá seu cuidado e sua atenção: a gestão financeira do Sistema Único de Saúde (SUS). O gerenciamento do setor possui uma série de regras (e exceções) complexas, que podem tornam o dia a dia do financiamento da Saúde bastante difícil de compreender. Existem, porém, alguns princípios que são excelentes pontapés iniciais e podem lhe fazer entender todas as regras e diretrizes com muito mais facilidade daqui para frente. Acompanhe!
A distribuição de recursos
No modelo descentralizado de gestão do SUS, a União é a responsável por distribuir a maior parte dos recursos financeiros para Estados, Municípios e Distrito Federal. Esta distribuição acontece através da chamada transferência fundo a fundo: os recursos do Fundo Nacional de Saúde são direcionados para os Fundos Estaduais e Municipais de Saúde. O valor dos repasses é definido de acordo com as condições de gestão, certificação e qualificação nos programas do Ministério da Saúde e tetos financeiros.
Apenas em alguns poucos programas – como o Incentivo de Integração ao Sistema Único de Saúde (Integrasus) – o pagamento é feito diretamente aos prestadores dos respectivos serviços. Fora casos como estes, o gestor no nível municipal ou estadual é quem define, dentro dos limites da lei, como serão alocados os recursos.
A regra da vinculação
O SUS sofria um problema crônico de financiamento: não havia estabilidade nos recursos disponibilizados nem pela União, nem por Estados e Municípios. A quantidade de dinheiro destinado à Saúde variava muito de acordo com interesses políticos e circunstâncias econômicas. Por este motivo foi elaborada a Emenda Constitucional nº 29 (EC 29), que alterou a Constituição Federal em 13 de setembro de 2000.
A EC 29 criou percentuais mínimos que devem ser investidos por cada um dos entes em serviços públicos de Saúde, o que garante hoje uma maior estabilidade na manutenção de programas e unidades de saúde. A Emenda, no entanto, ainda não foi regulamentada e está gerando discussões no âmbito do Governo Federal acerca do valor percentual determinado.
Tendo em vista que as regras estabelecidas pela EC 29 ainda não estão em vigor, os repasses financeiros do SUS são realizados fundo a fundo, de acordo com os seis departamentos operacionais da instituição. Apesar de não ter sido validada, a referida Emenda organizou os blocos de pagamento tomando como base estes setores. Neste sentido, cada bloco constitui-se de componentes específicos relacionados às suas ações e serviços de saúde. Os recursos federais que dizem respeito a cada uma destas esferas de financiamento são transferidos aos estados, municípios e Distrito Federal, fundo a fundo, conforme detalhamos a seguir:
Departamento de Atenção Básica
Este bloco é formado por dois componentes: Piso da Atenção Básica – PAB Fixo e Piso da Atenção Básica – PAB Variável. O PAB Fixo diz respeito ao financiamento de ações básicas de saúde. Neste caso, os recursos são transferidos de maneira mensal, regular e automaticamente, do Fundo Nacional de Saúde aos Fundos de Saúde do Distrito Federal e dos municípios.
O PAB Variável, por sua vez, se responsabiliza pelos recursos financeiros que são destinados ao financiamento de estratégias realizadas na esfera da atenção básica de saúde. Os recursos deste Piso são transferidos do Fundo Nacional de Saúde aos Fundos de Saúde do Distrito Federal e dos municípios, perante a adesão e a implementação das ações as quais são encaminhados, desde que constem no Plano de Saúde respectivo.
Departamento de Atenção de Média e Alta Complexidade Ambulatorial e Hospitalar
Neste departamento, os componentes também são dois: o Limite Financeiro da Média e Alta Complexidade Ambulatorial e Hospitalar – MAC e o Fundo de Ações Estratégicas e Compensação -FAEC.
Os recursos federais, neste bloco, são transferidos do Fundo Nacional de Saúde aos Fundos de Saúde dos estados, Distrito Federal  e municípios, de acordo com a Programação Pactuada e Integrada, publicada em ato normativo específico.
Departamento de Vigilância em Saúde
O bloco financeiro da Vigilância em Saúde dos municípios, do Distrito Federal e dos estados é constituído pelos recursos que representam o conjunto das ações de vigilância, promoção, prevenção e controle de doenças e de vigilância sanitária. Este departamento é formado pelos componentes da Vigilância e Promoção da Saúde e da Vigilância Sanitária.
Departamento de Assistência Farmacêutica
Os componentes que  compõem este setor são três. O Componente Básico da Assistência Farmacêutica é destinado à aquisição de medicamentos do elenco de Referência Nacional dos Medicamentos e Insumos Complementares para a Assistência Farmacêutica na Atenção Básica.
Por sua vez, o Componente Estratégico da Assistência Farmacêutica é voltado para o financiamento de ações de assistência na área e também programas estratégicos de saúde.
O terceiro componente, enfim, é o Especializado da Assistência Farmacêutica. Ele constitui-se como uma estratégia de acesso a medicamentos no âmbito do SUS, que é caracterizada pela busca da garantia da integralidade do tratamento medicamentoso em nível ambulatorial. As linhas de cuidado deste tratamento são estabelecidas pelos Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas, que são publicados pelo Ministério da Saúde.
Departamento de Gestão do SUS
Neste departamento, os componentes são: componente para a qualificação da gestão do SUS e componente para a implantação de ações e serviços de saúde. No que tange ao primeiro deles, a transferência do recurso ocorre mediante a adesão ao Pacto pela Saúde, através da assinatura do Termo de Compromisso de Gestão, respeitando os critérios definidos em ato normativo específico.
Já o repasse dos recursos do segundo componente, de implantação para serviços de saúde, é efetivado em parcela única, também respeitados os critérios estabelecidos em cada política específica.
Departamento de Investimentos na Rede de Serviços de Saúde
Este setor foi inserido na composição dos blocos de financiamento relativos à transferência de recursos federais para as ações e os serviços de saúde no âmbito do SUS. Neste contexto, este departamento é composto por recursos financeiros que são transferidos mediante repasse regular e automático do Fundo Nacional de Saúde para os Fundos de Saúde Estaduais, Municipais e do Distrito Federal. A operação acontece exclusivamente para a realização de despesas de capital perante a apresentação de projeto, que é encaminhado pelo ente federativo interessado ao Ministério da Saúde.
É importante ficar atento: nem todas as políticas públicas que afetem (direta ou indiretamente) a Saúde são consideradas serviços públicos de saúde. Os investimentos previstos na EC 29 devem contemplar alguma das ações e serviços contantes nos Planos de Saúde e da Programação Pactuada e Integrada (PPI), que foram aprovados pelos Conselhos de Saúde.
Pagamentos de aposentadorias e pensões, ações de limpeza urbana e ações de saneamento básico são exemplos de iniciativas que impactam a saúde pública, mas não são considerados serviços públicos de saúde.
O sistema financeiro do SUS
A gestão financeira do SUS é bastante complexa e carrega uma série de regras que devem ser seguidas por cada um dos entes da federação, que compõem o sistema único. Os aspectos mais importantes aos quais o Secretário de Saúde deve se atentar, no entanto, são o funcionamento da distribuição de recursos (especialmente o da União para os outros entes) e o modo como devem ser seguidas as regras de vinculação, que vieram na Emenda Constitucional nº 29.
O primeiro aponta como funciona, prioritariamente, o fluxo de recursos para os municípios. O segundo diz respeito às obrigações (e sanções, em caso de descumprimento) dos investimentos mínimos que devem ser aplicados.

Compreender os mecanismos principais de transferências de verbas e a legislação que rege o processo de financiamento é papel fundamental do Secretário de Saúde. Para uma gestão conivente com as necessidades públicas, esteja atento a estas determinações, aprofunde seus conhecimentos sobre o sistema e prepare-se bem para assumir esta responsabilidade!

DO AMIGO EDY GOMES!

sábado, 23 de dezembro de 2017

ENCONTRO DE PROFISSIONAIS DA ODONTOLOGIA DO ESTADO DO PARÁ









No dia 02 de dezembro de 2017 no auditório da Faculdade FAMAZ, aconteceu o evento de maior magnitude no Estado do Pará.
V EPTÃO 2017 – “ENCONTRO DE PROFISSIONAIS DA ODONTOLOGIA DO ESTADO DO PARÁ”

Palestras abordaram temas científicos e condutas profissionais

Como sempre digo a cada encontro que realizamos, que esse é um momento muito especial,ponto alto da atividade de nossas categorias, e isso só pode ser possível, graças ao dedicado e persistente trabalho dos membros da comissão organizadora, um evento reunindo profissionais que sem duvida somam para com as políticas públicas de saúde bucal desse Estado. É para todos nós um momento de mais conhecimento  e de enriquecimento profissional, mas também de encontro, de reflexão. Esse encontro foi tudo isso! rico e diversificado, onde além de um excelente conteúdo científico, tivemos oportunidade de refletir sobre os desafios que se colocam hoje à frente de nossas profissões.
Não poderia aqui deixar de parabenizar GLEBSON GOUVÊA (TSB), do Município de Muaná, que a cada encontro contribui de forma satisfatória para com as políticas públicas em saúde bucal no Estado do Pará e precisamente em Muaná. E terá a honra de Presidiar o VI encontro em 2018.A você meus parabéns pelo grande profissional que é.

DO AMIGO EDY GOMES!


sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

FELIZ NATAL A TODOS E QUE 2018 SEJA DE MUITA PAZ EM VOSSOS CORAÇÕES.

O BLOG DO EDY GOMES deseja a todos que sempre ajudaram a fazer esta página e a todas as famílias Muanense , um..... FELIZ NATAL e ANO NOVO. Que o Espírito desse NATAL tome conta dos corações e das mentes de cada um de nós e que possamos ter realmente um Natal de paz,amor e alegria, sem nos esquecermos do Aniversariante Jesus Cristo , razão da existência dessa festa tão linda e que nos abençoe por todo o ano novo de 2018.

 Um grande abraço a todos.





DO AMIGO EDY!

TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO PARA POLITICAS PÚBLICAS EM SAÚDE

Vivenciamos uma nova sociedade baseada em transformações estruturais nas relações de produção, na economia, nas formas de poder, na tecnologia, nos meios de interação, entre outros aspectos. Nessa sociedade, denominada Sociedade da Informação e do Conhecimento, nos relacionamos usando novas formas de espaço e tempo e somos protagonistas de uma nova cultura.Aliadas ao conhecimento, as tecnologias da informação e comunicação (TIC) são base dessa nova sociedade. Portanto, é fundamental que o profissional de TI conheça as características dessa sociedade, suas ferramentas e seu papel, bem como sua atuação pode desencadear mudanças e trazer melhores condições de vida de forma regional e global.A revolução digital teve seu início marcado pelo surgimento da Internet e uso das novas tecnologias da informação e comunicação para apoiar as atividades econômicas, financeiras, governamentais, o comércio e a comunicação entre as pessoas.As tecnologias de informação e comunicação constiuem-se em tecnologias e métodos para captação, transmissão e distribuição das informações em diferentes formatos (texto, som, vídeo etc) e para suportar a comunicação. Surgidas no contexto da Revolução Digital, desde a metade da década de 1970, desenvolvendo-se rapidamente até os dias atuais, são a base para o desenvolvimento da Sociedade da Informação e do Conhecimento.O profissional da área de TI, em seu ambiente de trabalho, vai utilizar ou desenvolver novas TIC, tanto em organizações que tem a TI como atividade meio ou fim. Portanto, necessita conhecer os impactos das TIC na sociedade, a partir de uma visão dialética dessa relação, e seu papel como ator e decisor nas organizações, definindo qual, quando e como as TIC devem ser utilizadas no desenvolvimento de aplicações para as diversas áreas e setores da sociedade.
Entendo que o fomento à inovação e o emprego intensivo dos recursos de tecnologia de informação são meios de tornar as instituições mais célere e focada no atendimento das políticas públicas de saúde.



DO AMIGO EDY GOMES

quinta-feira, 6 de julho de 2017

HOSPITAL EM BELÉM FAZ TESTE NO SISREG PARA AUXILIAR NA AGILIDADE AO TRATAMENTO AOS USUÁRIOS.

Hospital Ophir Loyola realiza primeiros testes para dois dos exames de maior demanda: endoscopia e raio-x.Referência no tratamento oncológico na Região Norte, o Hospital Ophir Loyola é um dos executores da Rede Credenciada de exames de média e alta complexidade conveniado ao município de Belém e atende também uma grande demanda, tanto por marcação de exames como por consultas proveniente dos Departamentos de Regulação municipais
Para tentar solucionar o problema das longas filas de espera de pacientes, o HOL elaborou um plano de ação que está em fase final de definição com a Secretaria Municipal de Saúde (Sesma), que também coordena a Central de Leitos, por meio do Departamento de Regulação, e que contempla o uso do Sistema Nacional de Regulação (SISREG), sistema on-line desenvolvido pelo Departamento de Informática do SUS (DATASUS). A primeira resolução tomada em conjunto determinou o acolhimento, durante a madrugada, dos pacientes oriundos do interior do Estado, proporcionando a eles maior comodidade e conforto. O novo diretor do HOL, Dr. Vitor Manuel Jesus Mateus, ressalta que o hospital tem duas metas consideradas prioritárias: a estruturação da Unidade de Atendimento Imediato e a melhoria do atendimento ambulatorial para solucionar o problema da fila de pacientes, que já está sendo trabalhada em parceria com a Sesma.Segundo Mateus, para descentralizar o agendamento e, ao mesmo tempo, garantir atendimento aos egressos do hospital, serão criadas as condições para que eles já saiam do hospital com agendamentos automáticos de consultas e exames.
“Para facilitar o acesso às tecnologias e serviços hospitalares, o Ophir Loyola já realiza, junto ao departamento de informática da instituição, os primeiros testes no Sisreg para dois dos exames de maior demanda: endoscopia e raio-x. Os testes têm obtido respostas positivas com a marcação online pelo Departamento de Regulação da Sesma. Em breve, o Sistema contemplará também os demais exames por imagem ofertados para 70% da demanda do SUS (não oncológica) assistida pelo hospital”, disse o novo diretor.
O objetivo é assegurar mais agilidade na internação, reduzir as filas e proporcionar melhor acolhimento aos usuários. “Já montamos duas frentes de trabalho, com equipes designadas para atender estas mudanças imediatamente”, frisou.
Diariamente, cerca de três mil pessoas são assistidas no HOL, em Belém. O Hospital possui 281 leitos cadastrados e registra uma média de 400 internações por mês na área de oncologia, com uma média de 18 dias de permanência no estabelecimento.
SISREG - Sistema Nacional de Regulação
O Sisreg, sistema on-line desenvolvido pelo Departamento de Informática do SUS (DATASUS), passou a integrar com o Cartão Nacional de Saúde higienizado, através de um serviço que faz parte do projeto Barramento SOA-SUS. Esta integração visa agilizar e garantir qualidade ao processo de regulação nacional, dando assim uma maior credibilidade aos dados dos pacientes atendidos.
Esse software é disponibilizado pelo Ministério da Saúde para o gerenciamento de todo Complexo Regulatório, indo da rede básica à internação hospitalar, visando à humanização dos serviços, maior controle do fluxo e a otimização na utilização dos recursos, além de integrar a regulação com as áreas de avaliação, controle e auditoria.
É também disponibilizado um espaço on-line denominado ambiente de treinamento para que gestores estaduais, municipais, profissionais de saúde e profissionais de informática para que naveguem e conheçam o escopo de funcionalidades que permite compor uma central de regulação de maneira rápida e prática.
Para ter acesso ao sistema é necessário ter realizado o treinamento e encaminhar um ofício para CGRA - Coordenação Geral de Regulação e Avaliação, solicitando acesso. Atualmente o sistema atua em 1600 municípios em todo o Brasil com 204 Centrais de Regulação Ambulatorial e 19 Centrais de Regulação Hospitalar. Com informações do site http://www.agenciapara.com.br

DO AMIGO EDY GOMES!

quinta-feira, 22 de junho de 2017

SERÁ QUE NOSSOS VALORES ESPIRITUAIS AINDA ESTÃO ACIMA DOS VALORES PESSOAIS??? PENSE E REFLITA E VEJA DE QUE FORMA VC CONTRIBUI PARA HUMANIDADE.

“Renascemos nesse mundo terreno com provações pelas quais temos que passar e missões a cumprir, pelos desígnios de DEUS!
Nas várias vidas nas quais reencarnamos , temos novas oportunidades  de corrigimos erros de vidas  passadas e a nós são destinados projetos divinos que objetivam o nosso aperfeiçoamento espiritual, através de tarefas atribuídas as quais devemos executar com o nosso maior empenho no sentido de cumpri-las de forma a sermos aprovados  com louvor e distinção nas provas a que somos submetidos.

Vez por outras as barreiras que se interpõem em nossa jornada, servem para nos mostrar que as conquistas exigem dedicação e sacrifícios que se transformam na legitimação dos valores conquistados.
Ao final de cada batalha, poderemos ser derrotados ou vitoriosos , dependendo, principalmente do amor com qual escolhemos as armas para a nossa LUTA.
Se derrotados, não podemos  nos permitir a desistência do recomeço!
Se vitoriosos, devemos aproveitar as LÁUREAS ( RECOMPENSA OU PRÊMIO;HOMENAGEM;) para aperfeiçoarmos nossos valores éticos , morais e religiosos. Essas LÁUREAS  nos conduziram melhor ainda no caminho do bem e na valorização daqueles a quem amamos.
DEUS NOS DÁ A OPORTUNIDADE DE FAZERMOS O BEM A NÓS MESMO E A NOSSOS IRMÃOS.
Cabe a cada um de nós, através do livre arbítrio, escolhermos o caminho a seguir"!



(EDY GOMES)

sexta-feira, 9 de junho de 2017

ORIENTAÇÕES - COMO CUIDAR DA SAÚDE BUCAL DAS CRIANÇAS.....

A saúde bucal das crianças

Como posso ajudar meu(s) filho(s) a cuidar dos dentes e evitar cáries?
Ensinar seu filho a cuidar dos dentes desde pequeno é um investimento que trará benefícios para o resto da vida dele. Comece dando o exemplo: cuide bem dos seus próprios dentes. Isto mostra a ele que a saúde bucal é importante. E atitudes que tornam o cuidado com os dentes algo interessante e divertido (como, por exemplo, escovar os dentes junto com ele ou deixá-lo escolher sua própria escova) incentivam a boa higiene bucal
Para ajudar seu filho a proteger seus dentes e gengiva e para ajuda-lo a reduzir o risco de cáries, ensine-o a seguir os seguintes passos:
· Escovar pelo menos três vezes ao dia com um creme dental que contém flúor para remover a placa bacteriana (aquela película pegajosa que se forma sobre os dentes e que é a principal causa das cáries).
· Usar fio dental diariamente para remover a placa que se aloja entre os dentes e abaixo da gengiva, evitando que ela endureça e se transforme em cálculo dental. Depois que o cálculo se forma, só o dentista pode removê-lo.
· Adotar uma alimentação equilibrada, com pouco açúcar e amido. Estes alimentos produzem os ácidos da placa que causam cáries.
· Ingerir alimentos com açúcar e amido durante as principais refeições e não entre as refeições (a saliva extra, produzida durante a refeição, evita que os resíduos alimentares se depositem nos dentes).
· Usar produtos que contêm flúor (inclusive o creme dental). Certifique-se de que a água que suas crianças bebem contém flúor. Se a água não contiver flúor, seu dentista ou pediatra poderá prescrever suplementos diários de flúor.
· Ir ao dentista para exames regulares.
Que técnicas de escovação posso ensinar a meus filhos?
Observe seu filho escovar os dentes. Auxilie-o até que ele se habitue ao seguinte:
·  Use uma pequena quantidade de creme dental com flúor. Não deixe a criança engolir o creme dental.
· Use uma escova de cerdas macias e escove primeiro a superfície interna de cada dente, onde o acúmulo de placa é geralmente maior. Escove suavemente.
· Escove a superfície externa de cada dente. Posicione a escova em um ângulo de 45 graus ao longo da gengiva. Escove com movimentos para frente e para trás.
· Escove a superfície de cada dente usada para mastigar. Escove suavemente.
· Use a ponta da escova para limpar atrás de cada dente frontal, na arcada superior e inferior.
· Não esqueça de escovar a língua!
Quando a criança deve começar a usar o fio dental?
O fio dental remove as partículas de alimentos e placa bacteriana que se instala entre os dentes e que a escova sozinha não consegue retirar. Por isso, comece a usá-lo quando a criança tiver quatro anos. Ao completar oito anos, as crianças já podem usar o fio dental sem auxílio dos pais
O que é selante dental e como saber se meu filho precisa usá-lo?
O selante dental cria uma barreira altamente eficaz contra as cáries. O selante é uma película fina de plástico (resina) aplicada à superfície dos dentes permanentes posteriores, onde a maioria das cáries se forma. A aplicação do selante não dói e pode ser feita durante uma consulta ao dentista. O dentista poderá informar se é recomendável fazer esta aplicação nos dentes de seu filho
O que é o flúor e como saber se meu filho está recebendo a quantia certa de flúor?
O flúor é uma das melhores maneiras de evitar as cáries. Trata-se de um mineral natural que se combina com o esmalte dos dentes, fortalecendo-os. Muitas empresas de distribuição de água adicionam a quantia de flúor adequada ao desenvolvimento dos dentes. Para saber se a água que você tem em casa contém flúor e qual a quantidade de flúor que apresenta, ligue para a empresa de distribuição de água no seu município. Se a água que você recebe não tem flúor (ou não contém a quantidade adequada), seu pediatra ou dentista poderá recomendar gotas de flúor ou um enxagüante bucal, além de um creme dental com flúor
Qual é a importância da alimentação na saúde bucal da criança?
Para que seu filho desenvolva dentes resistentes, é necessário que ele tenha uma alimentação equilibrada. Sua alimentação deve conter uma ampla variedade de vitaminas e sais minerais, cálcio, fósforo e níveis adequados de flúor
Assim como o flúor é o maior protetor dos dentes do seu filho, as guloseimas são seu maior inimigo. Os açúcares e amidos que fazem parte de vários tipos de alimentos e de bolachas, biscoitos, doces, frutas secas, refrigerantes e batata frita combinam-se com a placa bacteriana produzindo substâncias ácidas. Estas substâncias atacam o esmalte e podem formar cáries
Cada “ataque” pode durar até 20 minutos, após o término da ingestão do alimento. Até as "beliscadas" podem criar ataques ácidos da placa. Portanto, é recomendável não comer entre as refeições
O que fazer se meu filho quebrar um dente?
Em qualquer caso de ferimento na boca, você deve comunicar-se imediatamente com o dentista. Ele fará um exame na área afetada e determinará o tratamento adequado
Você pode dar um analgésico para evitar que a criança sofra até chegar ao consultório. Se possível, guarde a parte quebrada do dente e mostre-a ao dentista
No caso cair o dente em razão de um acidente, leve o dente ao dentista o mais rápido possível. Evite tocar muito no dente e procure não limpá-lo. Coloque-o em água ou leite até chegar ao consultório do dentista*. Em alguns casos é possível reimplantá-lo



DO AMIGO EDY GOMES!

quinta-feira, 8 de junho de 2017

DEVE-SE PASSAR O FIO DENTAL ANTES OU DEPOIS DE ESCOVAR OS DENTES?



Uma pergunta comum que os pacientes fazem aos dentistas é "O que devo fazer primeiro: escovar ou passar o fio dental?". A sequência não faz diferença, desde que você faça os procedimentos corretamente. Escovar e passar o fio são a melhor maneira de remover a placa bacteriana, causadora de cárie dentária nos dentes, e ajudar a manter uma ótima saúde bucal.
Escolha uma escova que seja confortável para as mãos e para a boca e use-a no mínimo duas vezes por dia. Coloque sua escova inclinada num ângulo de 45º em direção à gengiva. Faça movimentos curtos e delicados da escova para frente e para trás escovando as superfícies externas, internas e de mastigação dos dentes, bem como as superfícies internas dos dentes anteriores.
Embora a escovação dental remova a placa bacteriana das superfícies dos dentes, ela sozinha não remove toda a placa. A limpeza entre os dentes todos os dias com fio dental, remove restos alimentares da região entre os dentes onde sua escova não consegue alcançar. Pessoas com dificuldade de manusear o fio dental podem preferir usar outro tipo de limpador interdental. Se você usa limpadores interdentais, pergunte ao seu dentista como usá-los corretamente para evitar lesões nas gengivas.

Como saber se você está fazendo um bom trabalho? 
Seu dentista pode recomendar o uso de pastilhas evidenciadoras de placa, vendidas sem prescrição em farmácias e outras lojas que vendem produtos de higiene bucal. As pastilhas evidenciadoras de placa são mastigadas depois que você higieniza a boca. Um pigmento vermelho mancha a placa que não foi removida, mostrando os pontos que necessitam de limpeza adicional.

DO AMIGO EDY GOMES!

sexta-feira, 2 de junho de 2017

A IMPORTÂNCIA DA SAÚDE BUCAL - DENTES TORTOS: UM PROBLEMA COM SOLUÇÕES


A saúde bucal reflete diretamente na saúde geral. Essa frase resume a importância dos dentes. Responsáveis pela mastigação dos alimentos, pela articulação de palavras e, principalmente, um fator determinante na estética, os dentes tornam-se estruturas primordiais para o organismo. No entanto, toda essa funcionalidade do órgão bucal pode ser comprometida se houver má posição dentária. Os dentes tortos ou mal posicionados podem provocar dificuldade para mastigar e engolir os alimentos, alterar a fala e dicção, favorecer a respiração pela boca e, conseqüentemente, gerar falta de saliva, além de serem mais suscetíveis às cáries e comprometerem a auto-estima (estética). 
 Desalinhados, os dentes apinhados (tortos) não trituram totalmente os alimentos, o que dificulta engolir e digerir. Também, o alimento pouco comprimido não desliza com naturalidade pela boca massageando as gengivas, isso resulta em gengivas sangrentas e hipertrofiadas (de volume aumentado). Os dentes mal posicionados provocam vários males como, por exemplo, a alteração da fonética, já que a má posição dentária interfere na posição da língua.
Um outro mal gerado pelos dentes tortos que também é muito apontado pelos dentista é a respiração bucal. A má posição dentária favorece a respiração pela boca. No entanto, essa anomalia além de fugir do padrão trás outros problemas como gengiva, língua e bochechas irritadas devido à falta de saliva (boca seca) e mau hálito. Respirar pela boca causa muitos danos à saúde, ou seja, aumenta o índice de cárie, acarreta irritação na gengiva, trás, com o tempo, mudanças no posicionamento da língua deglutição atípica, entre outros.
Hoje, além dos males a saúde, a má posição dentária compromete a estética. E, em uma sociedade moderna onde a busca pela beleza perfeita é essencial, a auto-estima pode ser afetada pelos famosos dentes encavalados . Entretanto, é uma anomalia que pode ser corrigida. Existem diferentes técnicas que levam a resultados satisfatórios, que vão desde o tratamento ortodôntico (uso de aparelhos móveis ou fixos) até cirurgias de correção chamadas de ortognática, que reposiciona os maxilares.
A má oclusão dental é resultado de vários fatores, tais como herança genética onde a criança herda o tamanho dos dentes do pai (grandes) e o tamanho dos maxilares da mãe (pequeno), favorecendo a má oclusão pelo pouco espaço nos ossos para os dentes grandes. A presença de hábitos bucais também são fatores determinantes, como, por exemplo, chupar o dedo, empurrar a língua entre os dentes, entre outros. 
Existem inúmeras causas para os dentes tortos. Todavia, o importante é saber a causa e proceder com o tratamento adequado.
 "Não desista, mas não tome seu medo como deficiência, no momento correto dentro de você surgirá a força e a inteligência para ver além, agir além, superar seus medo e transformá-lo na sua maior força, imagine que à partir de hoje você renasceu e teve uma segunda chance de por um número "1" na frente de todos os zeros da sua vida, e se eles foram muitos zeros... Maior será sua vitória"

DO AMIGO EDY GOMES

quarta-feira, 31 de maio de 2017

PODER LEGISLATIVO DE MUANÁ FAZ HOMENAGEM AO BISPO D.TEODORO E OUTROS(AS)




Em solenidade na tarde do Sábado 27 de Maio de 2017 às 15:00 hs na Sede da Câmara Municipal de Muaná, foi entregue pelo Presidente do poder legislativo Bruno Geovane e demais Vereadores: Isaac Nogueira, Melo Cameta, Beth Gavino, Gilmar Nunes, Kalif, Claudio Junior...  O titulo de cidadão Muanense ao Bispo D.TEODORO e outros Homenageados. Contou com a presença de autoridades; Prefeito, vice-prefeito, procurador Municipal, comunidade católica, evangélica. Embora os homenageados  que receberam o titulo de cidadão Muanense não tenham nascido em Muaná, contribuíram e continuam contribuindo para o desenvolvimento do Município. O bispo D. TEODORO enfatizou colocando seu Sacerdócio a disposição da comunidade muanense. Os Vereadores do Município de Muaná, reconhecem o valor dos trabalhos realizados pelos Homenageados e percebem, na entrega dos títulos uma forma de reconhecimento. O presidente BRUNO GEOVANE ,em nome da câmara parabenizou a igreja católica, evangélica e pediu mais união entre esses povos convictos da missão da construção do reino de Deus, com fé, simplicidade, humildade e muita paz Espiritual.

D. TEODORO,agradeceu a honraria recebida e destacou o desafio de assumir essa nova missão com os Muanenses. Momento esse de grande alegria, de reavivamento do amor de DEUS EM NOSSOS CORAÇÕES.

DO AMIGO EDY GOMES!


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sábado, 6 de maio de 2017

INFORME - SESPA - SECRETARIA ESTADUAL DE SAÚDE PÚBLICA DO PARÁ

Vinculado à Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), o Conselho Estadual de Saúde (CES) acaba de iniciar os procedimentos para a realização da primeira Conferência Estadual de Saúde das Mulheres do Pará; da 12º Conferência Estadual de Saúde do Pará e da primeira Conferência de Vigilância em Saúde do Pará. Todos os eventos acontecerão ainda este ano, conforme sublinha o informe técnico que acaba de ser emitido pelo CES.
As conferências de saúde são espaços de reflexão e mobilização da sociedade brasileira, considerados essenciais para o aperfeiçoamento das políticas públicas voltadas ao setor. O espaço inclui a participação da diversidade da população, como os quilombolas, ribeirinhos, indígenas, comunidade LGBT e outros. Em geral, esses eventos são compostos por 25% de trabalhadores de saúde, 25% de prestadores de serviços e gestores e 50% de usuários.
Para tanto, as datas das conferências de 2017 já estão marcadas e os Conselhos Municipais de Saúde devem começar se mobilizar. A primeira Conferência Estadual de Saúde das Mulheres do Pará (1ª CESMu/PA) acontecerá no período nos dias 19 e 20 de junho. A 12ª Conferência Estadual de Saúde do Pará está marcada para os dias 17 e 18 de outubro deste ano e a 1ª Conferência Estadual de Vigilância em Saúde do Pará (1ª CEVS) /PA, nos dias 19 a 20 de outubro de 2017. Todos acontecerão em Belém e são esperados, para cada evento, cerca de 1.100 participantes.
Em seguida ocorrerão as Etapas Municipais, que precedem à etapa estadual, devendo acontecer até o dia 21 de maio de 2017, para a 1ª CESMu; e até 31 de agosto de 2017, para a 12ª CES/PA e para a 1ª CEVS/PA, respectivamente, as quais, além de discutir o temário central e seus eixos, deverão elaborar propostas para a etapa estadual e eleger delegados municipais a etapa estadual.A presidente do CES do Pará, Eunice Begot, esclarece que já foi dada a largada ao  processo organizativo das três Conferências Estaduais do Pará, conforme o que foi oficializado mediante a publicação no Diário Oficial Nº 33.323, de primeiro de março deste ano, da Resolução CES/PA nº 008, de 21/02/2017, que aprova a realização das Conferências Estaduais do Pará, e da Resolução CES/PA nº 009, de 21/02/2017, que constitui as comissões organizadoras e a estrutura organizativa dos certames.
“Para respaldar todo o certame estarão sendo publicados os Decretos de Convocação e os Regulamentos e os Regimentos Internos das Conferências Estaduais que nortearão o processo organizativo”, explica Eunice Begot.
Nos links a seguir, estão disponibilizados os informativos norteadores de cada certame para conhecimento.
Para mais informações, os interessados nos assuntos devem entrar em contato com a equipe técnica do Conselho Estadual de Saúde do Pará (CES/PA), situado na avenida Conselheiro Furtado, 1086. CEP: 66.025-150. Belém/Pará. Fone: (91) 3202.9602 e 3202.9603. E-mail: ces.para@yahoo.com.br
DO AMIGO EDY GOMES

terça-feira, 2 de maio de 2017

INFORME - REFORMA TRABALHISTA

O PROJETO DA REFORMA TRABALHISTA APROVADO PELA CÂMARA DOS DEPUTADOS NA SEMANA PASSADA CHEGOU AO SENADO. ATÉ O FINAL DO DIA DE HOJE 02/05/2017, GANHARÁ NÚMERO PARA ACOMPANHAMENTO NO SISTEMA DA ATIVIDADE LEGISLATIVA.

DO AMIGO EDY GOMES!

sexta-feira, 28 de abril de 2017

PROJETO DA REFORMA TRABALHISTA PREVÊ QUE O ADVOGADO DO EMPREGADO DEFINA ,JÁ NA PETIÇÃO INICIAL,EXATAMENTE QUANTO SEU CLIENTE QUER RECEBER......

Tida como uma das apostas do Executivo para superar a crise econômica atravessada pelo Brasil - em conjunto com o teto de gastos públicos (já aprovado), a terceirização do trabalho (já aprovada) e a reforma da Previdência (que ainda precisa ser votada na Câmara e no Senado) – a Câmara dos Deputados aprovou na quarta-feira (26) a reforma trabalhista (PL nº 6787/16), projeto de autoria do governo de Michel Temer.
A própria reforma trabalhista ainda está em trâmite, pois precisa passar por mais votações, incluindo o Senado. Ou seja, seu texto ainda pode mudar até que seja, enfim, sancionado pelo presidente.
O projeto tem um ponto central, que dificilmente será alterado: os termos acertados entre funcionários e patrões vão se sobrepor à lei escrita. Será a lógica do “acordado sobre o legislado”.
Se um conflito for levado à Justiça do Trabalho, o que valerá é o acordo entre empregador e empregado, e não o que determina a Consolidação das Leis de Trabalho.
Na prática, muitas regras rígidas poderão ser flexibilizadas durante os acordos. Há, no entanto, alguns limites a serem respeitados.
Em seu saite, o jornal Nexo responde algumas das principais questões a respeito da mudança. O texto é do jornalista Rafael Iandoli.
1. Por que o governo quer fazer uma reforma trabalhista?
O argumento oficial é que a CLT, criada em 1943 no governo de Getúlio Vargas, precisa ser modernizada. Para o governo, hoje a lei ela engessa o mercado de trabalho, dificulta a geração de empregos e, consequentemente, se transforma em uma barreira para a recuperação econômica.
O governo acredita que é positivo dar mais liberdade para o trabalhador definir seus próprios termos de trabalho com o patronato, e nega a possibilidade de que isso abra espaço para exploração. A tese governista é que “a flexibilização será positiva uma vez que, atualmente, a lei é muito detalhista e sobrecarrega a Justiça do Trabalho”.
O próprio presidente da República diz que “manter emprego é manter a arrecadação que o emprego dá ao poder público brasileiro”.
2. Por que há forte resistência das centrais sindicais?
Elas são contra a reforma, argumentando que a tese do governo de que a nova lei ajudaria na recuperação econômica não se sustenta, uma vez que não conseguirá criar novos postos de trabalho. O único resultado seria a precarização do que já existe.
Para a CUT, a negociação direta entre patrões e empregados, em um momento de recessão e desemprego, favorece o estabelecimento de regras exploratórias. Em resumo, a reforma praticamente acaba com a CLT.
Segundo o saite da CUT, “de uma forma geral o projeto tem como objetivo anular os direitos conquistados em mais de 70 anos de lutas sindicais e sociais no Brasil”. A CUT também lembra que “nem o regime militar, que instalou no país um modelo de acumulação de capital extraordinário ousou tanto”.
3. O que acontece com a jornada dos trabalhadores?
Carga horária - Na lei antiga, a jornada de trabalho é limitada hoje a 8 horas diárias. A CLT autoriza um limite de até 10 horas diárias (8 horas com acréscimo de até 2 horas extras) em casos de acordo, mas deve-se respeitar o limite semanal de 44 horas. Caso a reforma passe como está, o tema poderá ser negociado dentro dos seguintes termos: limite diário de 12 horas, semanal de 48 horas (sendo 4 horas extras), e fica estabelecido o limite mensal de 220 horas.
Caso um funcionário trabalhe 12 horas seguidas, tem direito a 36 horas seguidas de descanso.
Deslocamento
A CLT também prevê - nos casos em que o empregador fornece transporte em razão do difícil acesso ao local de trabalho – que o tempo gasto nesse deslocamento é contado como jornada diária do trabalhador. Isso deixará de existir com a aprovação final da reforma.
Descanso
O empregado que trabalha mais de 6 horas por dia tem direito a no mínimo 1 hora de descanso para se alimentar ou repousar. Isso poderá, com as novas regras, ser objeto de acordo, com um mínimo de 30 minutos – nesse caso, o trabalhador pode ir para casa 30 minutos mais cedo.
Banco de horas
Os termos do banco de horas poderão, com a reforma, ser negociados individualmente, com um prazo máximo de seis meses para compensar o excesso de horas trabalhadas. Hoje, o acordo deve ser coletivo, com um prazo máximo de um ano para compensação. Caso o prazo seja excedido, a lei permanece igual: compensação em dinheiro com acréscimo de 50%.
4. O que acontecerá com o 13º salário?
A lei permanece a mesma. O trabalhador tem direito a receber um salário adicional por ano, podendo ser parcelado em duas vezes: uma parcela quitada até no máximo 30 de novembro e a segunda, 20 de dezembro. A nova lei estabelece que o 13º não pode ser objeto de acordo.
5. O que acontece com as férias?
A lei em vigor prevê que as férias anuais de 30 dias podem ser divididas em no máximo duas vezes, que não podem ter período inferior a 10 dias. A proposta autoriza parcelar em até três vezes, sendo que um dos períodos de descanso deve ter no mínimo 15 dias; nenhum pode ser inferior a 5 dias.
6. O que acontecerá com o FGTS?
O Fundo de Garantia também não poderá ser objeto de acordo; o que pode ser acordado é o acesso ao fundo. Hoje, se o empregado se demite, ele não tem direito a saque. Se é demitido sem justa causa, pode sacar o FGTS integralmente, com multa de 40% para o empregador. O projeto abre a possibilidade da “demissão em comum acordo”. Nesse caso, a multa do FGTS paga pelo empregador cai para 20%, e o trabalhador passa a poder sacar 80% do fundo – mas para isso teria que abrir mão do seguro-desemprego.
7. O que acontecerá com os contratos temporários?
A lei da terceirização, que já está valendo, estabeleceu um prazo máximo de 180 dias, prorrogáveis por mais 90 – totalizando no máximo 270 dias – para os contratos temporários. A reforma trabalhista estabelece um novo limite para o contrato temporário de 120 dias, que pode ser prorrogado pelo dobro do contrato inicial – totalizando 240 dias.
8. O que acontecerá com o trabalho em tempo parcial?
Os contratos de trabalho em tempo parcial tinham limite de 25 horas semanais. A reforma eleva esse limite para 30 horas semanais, ou 26 horas com a possibilidade de mais 6 horas extras – totalizando 32 horas semanais. Isso faz com que o novo limite de trabalho parcial (32 horas) seja menor que o antigo limite de contratos integrais (44 horas) em 27%, e em 37% quando comparado ao novo limite (48 horas).
9. O que acontecerá com quem faz “home office”?
Com a reforma, a atividade passa a ser regulamentada e sujeita a contrato individual. Hoje não é. O reembolso de equipamentos e infraestrutura (compra de computador, internet e energia utilizada pelo trabalhador, por exemplo) devem ser negociados entre funcionário e patrão. O patrão também poderá decidir alterar o regime de “home office” para presencial, devendo avisar o funcionário com 15 dias de antecedência. Precauções contra doenças e acidentes de trabalho serão responsabilidade do empregado, cabendo ao patrão “instruir os empregados, de maneira expressa e ostensiva” sobre o tema.
10. Como ficam as ações na Justiça do Trabalho?
Atualmente, o trabalhador pode faltar a até três audiências na Justiça do Trabalho e não é obrigado a arcar com os custos do processo caso perca a ação - cobertos pelo poder público. O projeto do governo exige o comparecimento a todas as audiências (salvo se a falta for justificável) e o pagamento das custas do processo pelo trabalhador se ele perder – a menos que comprove não ter recursos suficientes. Além disso, o projeto prevê que o advogado do empregado que recorrer à Justiça defina, previamente, exatamente quanto quer receber com a ação trabalhista. Caso o juiz julgue má-fé de alguma das partes, ela poderá ser punida com uma multa que vai de 1% a 10% do valor da causa.
11 – Vai acabar o imposto sindical?

A reforma trabalhista também acaba com a obrigatoriedade do imposto sindical. Atualmente, um dia do ano do salário do trabalhador vai oficialmente para entidades sindicais. O projeto que passou na Câmara elimina a obrigatoriedade. Os parlamentares, porém, ainda querem aprovar emendas que garantam uma transição para a extinção da contribuição, para que ela deixe de ser obrigatória de forma gradual.
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